JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES: as compensações prometidas por Jesus

Blog da EME - 2025-08-22T162652.491

Progresso de leitura

As circunstâncias que envolvem a vida do homem em experiência na carne variam a extremos e aparecem nas mais variadas condições. E, se algumas dessas situações nos permitem entender a caminhada do homem encarnado, outras nos deixam com as mais profundas dúvidas, pois não encontramos razão de as coisas acontecerem de determinada forma, e não de outra.

Vemos seres humanos de todas as idades sofrendo. Desde crianças na tenra idade até idosos, na mais avançada velhice, sofrem com doenças e dores de toda a sorte! E, por mais que nos esforcemos, se não olharmos além do visível, não encontraremos motivos e sentido para a dor que abraça a tantos, independentemente de idade, classe social ou religião.

Assim, se na Terra são impossíveis as compensações prometidas por Jesus, não resta dúvida de que elas foram por ele afiançadas para o futuro. Todo ser humano sobre a Terra sofre de alguma maneira; só colheremos mais à frente, no futuro, a felicidade prometida por Jesus aos miseráveis e sofredores deste mundo.

Somos espíritos eternos, a vida continua após a morte; e, sem compreendermos isso, as promessas de Jesus serão distanciadas da verdade, pois muitos sofrem uma vida inteira e desencarnam sem se encontrarem com a felicidade.

Portanto, sem a visão da vida futura pós-túmulo, as palavras de Jesus no Sermão do Monte seriam um contrassenso e vazias, elas mais iludiriam do que consolariam. Mas, se acreditamos em Jesus, não devemos ter a mínima dúvida de suas sublimes afirmações e promessas de felicidade; temos de estar conscientes de que ele não promete a felicidade para este mundo, e sim para o futuro do próprio ser, que, evoluído, será feliz.

Por sermos seres complexos, ainda enraizados em nossa inferioridade e longe da verdadeira compreensão do Pai e dos caminhos que levam a Ele, fica difícil conseguirmos entender algumas coisas que não fazem sentido e aparentemente questionam a razão, ainda mais se uma fé cega nos limita a reflexão.

Ver um propósito na dor é uma dessas condições.

Então, por mais que acreditemos na vida futura, se não encontrarmos uma razão lógica para a existência da dor, gerada pelos mais diversos motivos – doença, desemprego, quebra financeira, perda de entes queridos, problemas de relacionamento etc. – não conseguiremos fortalecer nossa fé e, no máximo, adotaremos um artigo de crença, e não uma certeza incondicional resultante do entendimento dos fatos e de seus motivos.

Portanto, somente reforçando nossa fé com a razão, compreendendo os motivos reais que existem por trás de cada dor, sofrimento e aflição, estaremos mais preparados e resignados para enfrentá-los.

Amarildo Gasparin, no livro Justiça das aflições