A felicidade humana acontece quando cumprimos nossos deveres familiares, sociais e espirituais.
O mundo é um recanto maravilhoso, abundante de lugares e oportunidades esperando por aqueles que nunca desistiram de procurar. Vivamos a vida e comemoremos cada manhã, dando graças pela beleza de estarmos aqui por mais um dia.
A literatura mostra e os estudos corroboram a importância dos bons exemplos. Saber que outras pessoas se comportam bem estimula em nós atitudes semelhantes, como se fôssemos contagiados pela bondade. O médico Waldo Vieira dizia que Chico Xavier gostava de ler sobre os santos e de se espelhar em suas vidas.
Se o bem inspira o bem, infelizmente, os exemplos de desonestidade, mau-caratismo e exploração também podem ser contagiosos. Por isso, confiemos que o Poder Superior — Deus — nos dê inspiração para entrarmos pelas portas certas e oferecermos, no tempo presente, respostas pautadas no bem e no dever, procurando manter a harmonia em nosso caminho.
Um imenso leque de possibilidades
Cai em silêncio a chuva. E que doçura há nesse instante em que ela refresca a terra e nos faz descobrir que o calor que realmente importa é aquele que cultivamos por dentro.
Um dos dilemas para aqueles que acreditam na unicidade da existência é imaginar uma escola na qual cada aluno tivesse apenas um dia para aprender tudo. Alguns nasceriam em uma biblioteca; outros, no meio de uma guerra. Uns teriam excelentes professores, saúde e uma família equilibrada. Outros viveriam poucos anos, enfrentariam limitações severas ou partiriam antes mesmo de compreender onde estavam.
Com a pluralidade das existências, abre-se um imenso leque de possibilidades, no qual todos podem experimentar novas oportunidades e concluir os cursos em que forem admitidos pela vida. Não existiria falta sem a possibilidade do perdão, nem queda sem oportunidade de recomeço. A grandeza de Deus é soberana e sábia, conduzindo-nos, seus filhos, dentro de perfeita ordem e justiça.
Pela reencarnação, os laços de família se fortalecem, pois ela é, para todos nós, um porto seguro, onde encontramos amparo até adquirirmos maior autonomia neste plano dos encarnados e aprendermos a desenvolver, educar e controlar nossos sentimentos.
Porque uma das maiores conquistas da vida é estar em paz consigo mesmo.
A única porta que não mais se abre
Enquanto estamos aqui, quase sempre existe uma porta que pode ser novamente aberta. Podemos recomeçar, mudar de direção, reparar uma falta, pedir perdão ou estender a mão. A única porta que se fecha e não mais se abre para esta existência é a do caixão.
Então, não soframos por bobagens. Vivamos e deixemos viver. Recomecemos e mudemos, se necessário. Mas amemos e perdoemos sempre, porque esse é um dos caminhos para sermos felizes.
Para Léon Denis, a morte, tanto para os seres como para os mundos, não representa o fim, mas uma transição — o crepúsculo que antecede a aurora de um eterno recomeço.
O universo é o campo de educação do espírito imortal. E a vida, em suas muitas manhãs, é o caminho de nossa ascensão para um ideal cada vez mais belo, iluminado pelos raios do amor e da justiça.
Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo é diretor da Editora EME