Progresso de leitura

Enquanto não for sanada a corrupção em nossa sociedade, com a formação de uma sociedade que se conduza de forma séria, honesta, ética, estaremos adiando os momentos mais felizes que aguardam a nossa nação.

O livre-arbítrio que Deus nos concedeu nos permite escolher entre ser honestos ou não. Essa concessão está atrelada à lei de ação e reação. Estamos sujeitos a colher o que plantamos. As lideranças políticas desonestas que tanto mal têm causado à nossa pátria foram democraticamente eleitas pelo povo.

As más escolhas, quando ocorreram, são de nossa inteira responsabilidade. Apostando nas limitações morais da sociedade, existiu até mesmo um bordão na propaganda política na década de 50 do século passado, intitulada “Rouba, mas faz” (Adhemar de Barros, 1901-1969). Essa mentalidade, mesmo atualmente, ainda persiste, com a compra de votos nas campanhas eleitorais por determinados políticos.

As consequências dos equívocos que praticamos, de forma individual e coletiva, têm provocado muito sofrimento ao povo brasileiro.

Esse panorama gradativamente tem melhorado, mas o caminho doloroso escolhido poderia ter sido amenizado pela reforma moral, aderindo-nos voluntariamente a uma postura cristã. Podemos nos transformar moralmente pelo amor ou pela dor e, enquanto parte expressiva da população for refratária a essa mudança, o “período” que assinala os dias para um futuro melhor de nossa sociedade será estendido.

Que possamos manter o otimismo com relação ao futuro do Brasil, na certeza de que, com confiança em Deus e em nós mesmos, construiremos todos, juntos, uma sociedade mais fraterna e feliz.

ÁLVARO VARGAS no livro Espiritismo, o que deseja saber?